Exportações de móveis e colchões crescem 8,8% no 1º trimestre

Segundo Abimóvel, em março as exportações de móveis e colchões tiveram recuo comparado a 2021, mas comparativo trimestral é positivo

Publicado em 18 de maio de 2022 | 06:49 |Por: Thiago Rodrigo

Em março de 2022, o Brasil exportou cerca de US$ 71,6 milhões (FOB) em móveis e colchões. Embora o resultado represente um recuo de 3% quando comparado com março de 2021 — um ano histórico para as exportações de móveis e colchões —, no acumulado do primeiro trimestre deste ano, ou seja, de janeiro a março, houve aumento de 8,8% em comparação a igual período do ano passado.

Isso demonstra que o comércio exterior continua em marcha ascendente, caminhando para o fechamento de mais um semestre animador para as empresas exportadoras. A variação nos últimos 12 meses teve crescimento de 42% no montante exportado pelo Brasil no setor moveleiro.

Os indicadores são extraídos da “Conjuntura de Móveis” e do “Monitoramento das Exportações de Móveis”, relatórios mensais desenvolvidos pelo Iemi – Inteligência de Mercado com exclusividade para a Abimóvel – Associação Brasileira das Indústrias do Mobiliário, que, em parceria com a Apex-Brasil – Agência Brasileira de Promoção de Exportações e Investimentos, é também responsável pelo Projeto Setorial Brazilian Furniture, de incremento às exportações e à internacionalização do design e da indústria moveleira nacional.

Linhas de produto

Por linha de produto, nota-se que os móveis de madeira representaram 82,9% do total exportado pelo País. A segunda maior participação foi da linha de móveis estofados, com uma parcela de 11,6%. Por fim, colchões e móveis de metal tiveram uma participação de 2,8% e 2,7%, sequencialmente.

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Na variação mensal, observou-se que dois segmentos apresentaram crescimento quando comparado com março de 2021. São eles: móveis de estofados, +30,8%; e móveis de metal, +18,9%. As exceções foram os segmentos de colchões, -9,4%; e de móveis de madeira, -6,7%. Estes últimos dois sendo alguns dos principais focos da demanda aquecida no setor moveleiro durante os últimos dois anos, tanto no mercado interno quanto externo, justificando-se a reestabilização do consumo agora em 2022.

Destinos dos móveis e colchões

Voltando ao acumulado do primeiro trimestre deste ano, de acordo com os indicadores apresentados na Conjuntura de Móveis, as exportações de móveis e colchões para os Estados Unidos — destino da atual ação do Projeto Brazilian Furniture — continuam como o maior destino do setor, com participação de 35,4%. O Chile permaneceu em segundo lugar, como destino de 8,2% das exportações do setor; seguido pelo Reino Unido; com 8,1% do total exportado no período.exportações de móveis e colchões

Na comparação mensal, os destaques ficaram com a França e a Alemanha, com crescimentos de 90,6% e 100,7%, respectivamente. Apesar dos dois países não terem um grande peso em termos de participação, isto é, França (3,4%) e Alemanha (2,4%), porém, tal evolução indica potencialidade na relação comercial com estes destinos, que, inclusive, já configuram como mercados-alvo do Brazilian Furniture, com ações especiais para associados ao projeto.

Exportações de móveis e colchões

No que diz respeito às principais origens das exportações brasileiras no setor, os três estados da região Sul são os maiores do País. Juntos, Santa Catarina (37,5%), Rio Grande do Sul (31,1%) e Paraná (15,0%) corresponderam a 83,5% das exportações de móveis nacionais no primeiro trimestre de 2022.exportações de móveis e colchões

 

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