Produção de móveis tem queda de 4,5% em março

Em relação a fevereiro, produção de móveis em março cai, enquanto em relação ao mesmo mês do ano passado a queda é de 22,7%

Publicado em 4 de maio de 2022 | 04:42 |Por: Thiago Rodrigo

Após crescer em fevereiro, a produção de móveis em março de 2022 registra queda de 4,5% em relação ao mês anterior. Por sua vez, em relação a março de 2021, o setor moveleiro segue no ritmo de queda, registrando 22,7%, embora menor que o mês de janeiro (33%) e fevereiro (28,3%).

No acumulado do ano, janeiro, fevereiro e março, a produção de móveis é -28,4% menor a igual período do ano anterior – muito mais baixo do que os -4,5% da indústria geral e a menor entre as atividades industriais.

No acumulado dos últimos 12 meses, a produção de móveis tem recuo de 13%, também a menor entre as atividades industriais. Os dados são da Pesquisa Industrial Mensal – Produção Física (PIM-PF), do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).

Indústria geral

Em março de 2022, a produção industrial nacional mostrou variação positiva de 0,3% frente a fevereiro, na série com ajuste sazonal. Nesta comparação, houve altas em três das quatro grandes categorias econômicas e em quatorze dos 26 ramos pesquisados.

Já em relação a março de 2021, houve queda de 2,1%, oitava taxa negativa consecutiva nessa comparação. No acumulado do ano, frente ao mesmo indicador de 2021, a indústria recuou 4,5%. O acumulado nos últimos doze meses chegou a 1,8% em março e vem reduzindo sua intensidade de crescimento desde agosto de 2021 (7,2%).

Top Móbile tem data confirmada

Entre as grandes categorias econômicas, bens de capital (8,0%) e bens de consumo duráveis (2,5%) assinalaram as taxas positivas mais acentuadas em março de 2022, com ambas intensificando os avanços registrados em fevereiro último: 2,5% e 1,4%, respectivamente.

O setor produtor de bens intermediários (0,6%) também mostrou crescimento nesse mês, mas abaixo do verificado no mês anterior (1,8%). Por outro lado, o segmento de bens de consumo semi e não-duráveis (-3,3%) apontou a única taxa negativa em março de 2022 e interrompeu, dessa forma, três meses consecutivos de avanço na produção, período em que acumulou expansão de 4,3%.

Análise da indústria

André Macedo, gerente da pesquisa, explica que a manutenção do comportamento positivo em fevereiro e março não conseguiu eliminar a perda de 2% que ocorreu no mês de janeiro. Além do mais, os fatores que dificultam uma retomada da indústria ainda permanecem. “Questões complicadoras na oferta, que é algo mais global, afetado pelo mercado internacional, e na demanda doméstica”, exemplifica.

De acordo com Macedo, as plantas industriais ainda percebem o aumento do custo de produção e refletem a escassez de algumas matéria-prima. “Além disso, a inflação vem diminuindo a renda disponível e os juros sobem e encarecem o crédito. Também o mercado do trabalho, que apresenta alguma melhora, ainda mostra índices como uma massa de rendimentos que não avança”, lembra o Macedo.

A atividade com mais influência positiva no mês de março foi a de veículos automotores, reboques e carrocerias, com crescimento de 6,9%. Funcionando como termômetro da indústria geral, o setor marca o segundo mês de expansão, mas ainda assim, não recupera o mês de janeiro.

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