Verticalização impulsiona qualidade e melhora prazos de entrega da Rometal
Com domínio de toda cadeia produtiva do alumínio, Rometal tornou-se referência no desenvolvimento de soluções para o mercado moveleiro de alto padrão
Publicado em 24 de agosto de 2026 | 16:30 |Por: Thiago Rodrigo

Em um setor cada vez mais pressionado por custos, prazos de entrega e necessidade constante de inovação, controlar toda a cadeia produtiva deixou de ser apenas uma vantagem operacional para se tornar um diferencial competitivo. Foi essa estratégia que permitiu à Rometal, indústria gaúcha especializada em componentes e sistemas deslizantes para móveis e soluções em alumínio, ampliar sua capacidade de inovação e desenvolver novas soluções para o mercado, consolidando sua posição como uma das principais fornecedoras do segmento moveleiro brasileiro. Com a verticalização industrial, a Rometal também alcançou um nível de qualidade no acabamento que é um de seus fatores de distinção em comparação com outras empresas especializadas em alumínio que têm como foco a construção civil.
“A indústria moveleira de alto padrão exige um nível de qualidade em detalhes que a Rometal consegue atender”, afirma o diretor geral Marcus Rigo. O movimento teve início em 2009, quando a empresa decidiu investir na verticalização da produção com o objetivo de integrar, em uma mesma operação, os trilhos e os sistemas deslizantes aos perfis de alumínio. O projeto, liderado por Rigo, resultou na implantação da unidade com instalação de todos os processos, desde a extrusão até a pintura do alumínio, inaugurada em 2012, após um ciclo de investimentos iniciado em 2008.
O objetivo foi a melhoria de desempenho dos sistemas, personalização, conforto no uso pelo cliente final e durabilidade. “Com o tempo fomos integrando outros produtos em alumínio que não estão relacionados ao sistema e ao trilho, mas que fazem parte de uma composição, olhando para o resultado do projeto na casa do cliente. É possível ter trilhos, puxadores, molduras em portas de vidro e demais complementos com o mesmo acabamento”, destaca.
Novas linhas de negócios da Rometal
Antes, a empresa dependia de fornecedores externos para uma etapa considerada estratégica. Com a produção própria, passou a controlar todos os processos, conquistando maior autonomia industrial e acelerando a capacidade de resposta às demandas do mercado. “O domínio da cadeia produtiva nos permitiu reduzir a dependência de terceiros e ter controle total sobre processos fundamentais para a qualidade e o desenvolvimento dos produtos. Hoje conseguimos transformar ideias em soluções com muito mais agilidade, mantendo elevados padrões de qualidade e desempenho”, destaca o diretor geral.
A verticalização também possibilitou expandir o portfólio para novas linhas de negócio, como perfis puxadores, sistemas modulares para ambientes e perfis para montagem de portas, passando a atender não apenas o varejo, mas também fabricantes de móveis planejados e indústrias do setor. Além da agilidade, trouxe ganhos em eficiência operacional. O acompanhamento de todas as etapas da fabricação gera maior padronização dos processos, redução de desperdícios, eliminação de gargalos produtivos e mais rapidez na implementação de melhorias contínuas. E, principalmente, qualidade no detalhe e no acabamento com foco no segmento moveleiro.
Os investimentos na estrutura industrial seguiram avançando nos últimos anos. Em 2022, a empresa inaugurou um Centro Logístico com mais de 5 mil metros quadrados, ampliando a capacidade de armazenagem e modernizando métodos de controle através de software WMS, o que resultou em mais qualidade e agilidade na entrega, melhorando prazos. No mesmo período, a Rometal implantou uma moderna linha de pintura industrial, passando a realizar internamente 100% do processo produtivo do alumínio, desde o desenvolvimento do perfil até a extrusão, anodização e pintura.
Hoje, a fábrica possui capacidade para produzir 600 toneladas de perfis de alumínio por mês, sustentando o crescimento do portfólio e garantindo maior competitividade à empresa. A verticalização deixou de ser apenas uma estratégia de produção e passou a ser um dos pilares da inovação. “Quando engenharia, desenvolvimento e indústria trabalham de forma integrada, conseguimos responder mais rapidamente às mudanças do mercado, lançar soluções alinhadas às necessidades dos clientes e manter um padrão elevado de qualidade em toda a cadeia produtiva”, conclui Rigo.







