O plano gradual de reabertura do comércio em São Paulo e Rio

Comércio e serviços poderão reabrir as portas em determinados municípios de forma gradual

Publicado em 2 de junho de 2020 | 08:52 |Por: Cleide de Paula

Sergio Andrade

Coletiva de imprensa com Área do governo de São Paulo e Área da Saúde

Coletiva de imprensa com Área do governo de São Paulo e Área da Saúde

A reabertura do comércio no estado de São Paulo teve início em 1º de junho, seguindo um calendário composto por cinco fases. O setor de comércios e serviços, que estava com restrição de funcionamento, poderá abrir as portas em determinados municípios de forma gradual. A capital começa na fase dois do programa, etapa que permite a abertura de comércio e shopping centers, concessionárias, atividades imobiliárias e escritórios, com medidas restritivas e respeitando protocolos do Governo. Em contrapartida, a região Metropolitana de São Paulo e a Baixada Santista foram classificadas na primeira fase, ou seja, os estabelecimentos localizados nessas regiões terão de manter as restrições já existentes no qual apenas os comércios essenciais devem ser abertos.

Rio de Janeiro

A partir de 02 de junho, a cidade do Rio de Janeiro, também faz a retomada gradual das atividades econômicas. Na localidade, a reabertura segue seis fases que serão acompanhadas por um Comitê Permanente de Gestão e Execução do Plano de Retorno. 

Segundo o prefeito Marcelo Crivella, tudo será acompanhado pelos gabinetes de crise e científico que assessoram a Prefeitura e haverá também conselhos Econômico e Social e de Comunicação, com subconselhos setoriais. No Rio de Janeiro, o decreto municipal que permite a reabertura será publicado no Diário Oficial de 02 de junho e o setor de serviços será o principal beneficiado nesta primeira fase. O comércio de rua ainda não poderá abrir as portas, com exceção, por exemplo, de lojas de automóveis, móveis e decoração. As lanchonetes, bares e restaurantes continuam apenas no sistema delivery e take away.

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Prefeitura do Rio de Janeiro

fases reabertura comércio no Rio de Janeiro

Todos os setores econômicos que não seguirem os critérios e as regras de convívio para a reabertura serão multados pela Vigilância Sanitária e órgão fiscalizadores da Prefeitura, podendo até ter alvará de funcionamento cassado.

A Federação do Comércio de Bens, Serviços e Turismo do Estado de São Paulo (FecomercioSP) apoia a retomada em fases por entender que a reabertura parcial do comércio deve ser realizada respeitando as características regionais, em conjunto com a capacidade de atendimento da saúde, bem como analisando periodicamente as características de evolução da epidemia. Além disso, faz-se necessário o distanciamento controlado e, se for o caso, o isolamento intermitente, ambos baseados em todos os indicadores de utilização dos equipamentos de saúde e nos protocolos sanitários.

No estado de São Paulo, a cada sete dias, haverá uma reclassificação com base nos indicadores, e as regiões que mantiverem estabilidade poderão avançar para outras fases, ao passo que aquelas com piora terão as restrições aumentadas.

Estado de São Paulo

mapa de reabertura do comércio em São Paulo

Mapa de reabertura do comércio em São Paulo

As regiões foram classificadas de acordo com os critérios definidos pela Secretaria Estadual da Saúde e pelo Comitê de Contingência do Coronavírus. Além da capital, também estão na segunda fase as regiões de São José do Rio Preto, Araçatuba, Marília, Sorocaba, Taubaté, Campinas, Piracicaba, São João da Boa Vista, Ribeirão Preto e Franca.

A terceira fase, na qual estão as regiões de Presidente Prudente, Bauru, Araraquara/São Carlos e Barretos, permite a abertura de bares e restaurantes e salões de beleza.

O funcionamento de academias será liberado apenas na quarta fase. No momento, nenhuma região está apta para essa flexibilização, assim como para a quinta fase, que permite o funcionamento de teatros, cinemas e eventos que gerem aglomeração.

Estado de São Paulo

reabertura do comercio plano

Fases de reabertura em São Paulo

Prejuízos

A FecomercioSP destaca que as medidas do Poder Público de suporte ao empresariado durante a pandemia não têm sido suficientes. Segundo estimativa da entidade, levando em consideração o retorno das atividades  em1º de junho, os prejuízos alcançados nos meses de março, abril e maio devem atingir mais de R$ 44 bilhões, com perda diária de R$ 659,7 milhões ao varejo paulista. Dessa forma, a liberação de R$ 650 milhões em crédito pelo Governo do Estado de São Paulo, por meio do Banco do Povo e do Desenvolve SP, não cobre a média diária do prejuízo no faturamento do comércio. (Com informações FecomercioSP, Prefeitura do Rio de Janeiro, Estado de São Paulo e Agência Brasil)

 


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