Sindilojas-SP teme mais falências e desemprego com fase vermelha

Sindilojas-SP defende que simplesmente fechar o comércio na atual circunstância só aumentará o desemprego e a falência das empresas

Publicado em 5 de março de 2021 | 15:10 |Por: Cleide de Paula

Diante das novas ações restritivas anunciadas pelo Governo do Estado, no último dia 3 de março, impedindo a abertura do comércio lojista em shopping centers e nas ruas comerciais de São Paulo, o Sindilojas-SP entende que tais medidas não terão a eficácia almejada para solução dos problemas provocados pela pandemia nesse novo surto da doença em nosso país.

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A entidade tem ciência da gravidade da situação provocada pelo coronavírus, e que tem trazido enormes prejuízos emocionais e de muito sofrimento para as famílias brasileiras, bem como, para as empresas, que segundo a Confederação Nacional do Comércio, foram fechados 75 mil estabelecimentos somente no ano de 2020 no Brasil, e no estado de São Paulo esse número chegou ao patamar de 21 mil empresas.

O sindicato tem reiteradamente manifestado às autoridades que o comércio formal pode trabalhar, respeitando com rigor todos os protocolos sanitários assinados pelo Sindilojas-SP, e nesse aspecto tem auxiliado as empresas sobre a necessidade do integral cumprimento das regras voltadas para a contenção da pandemia difundidas pelas autoridades sanitárias.

O alerta da entidade é que simplesmente fechar o comércio na atual circunstância só aumentará o desemprego e a falência das empresas, que já vivem a dura situação de retração das vendas, diminuição da sua equipe e faturamento insuficiente, mas as autoridades estão insensíveis a essa situação.

O Sindilojas-SP já manifestou sobre a urgência de aprovação da PEC emergencial e das medidas de suspensão e prorrogação de contratos de trabalho, bem como, a suspensão de impostos, neste período de pandemia, como soluções para atenuar a inadimplência de empresas do comércio.

Em 2021, impetrou mandado de segurança coletivo contra o fechamento das lojas nos finais de semana e ainda aguarda julgamento pelo Tribunal de Justiça de São Paulo, que a princípio não acatou a liminar. Ainda, na esfera do judiciário, impetrou ações coletivas contra shopping centers, que estavam irredutíveis em negociar a redução dos valores mensais nos contratos de locação, problema que deve se agravar agora com mais esta paralisação das lojas não consideradas essenciais.

As lojas satélites nos shoppings centers precisam de mais atenção por parte dos empreendedores, pois a expectativa é de aumento na inadimplência no pagamento de alugueis e muitas fecharão suas portas.

O Sindilojas-SP continua na batalha diária junto às autoridades na busca por soluções para amenizar a triste realidade das empresas e na conscientização do Governo de que a eficácia desejada para o combate à Covid-19 está na fiscalização constante e intensiva das irregularidades nas atividades clandestinas e aglomerações e não no comércio lojista. Sendo que o entendimento da entidade é de que o comércio formal não é responsável pela proliferação do novo coronavírus, e não pode ficar pagando essa conta injusta e levando ao fechamento de milhares de pequenas lojas, que em sua maioria são empresas familiares.

O Sindilojas-SP continuará envidando todos os esforços a fim de trazer alternativas viáveis para as empresas.


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