Flagstaff Oak, da Schattdecor, conquista prêmio na Interzum

Schattdecor recebe o Prêmio Interzum “Intelligent material & design 2021” na categoria Produto de Alta Qualidade

Publicado em 7 de maio de 2021 | 09:45 |Por: Thiago Rodrigo

O decor Flagstaff Oak, da Schattdecor, é destaque na premiação “Interzum Award 2021”, recebendo o prêmio “High product quality”. Segundo Maik Fischer, diretor da Interzum e Vito Oražem, diretor da Red Dot, o prêmio reconhece a alta qualidade do produto e a força criativa e inovadora do design na Schattdecor.

A conquista do prêmio é celebrada pelo Grupo Schattdecor e confirma o potencial do decor desenvolvido pela equipe multidisciplinar de desenvolvimento de produto, design e comercial. Claudia Küchen, CCO (Chief Creative Officer) da Schattdecor, aponta: “É com muito orgulho que recebemos esta premiação. Estamos muito satisfeitos por comunicar mais esta conquista aos nossos clientes”.

Henrique Farjoni da Rede Pró no Móbile Talks da semana

“Estamos muito felizes com o prêmio. Este decor mostrou enorme potencial desde sua concepção até a finalização do seu desenvolvimento, que uniu em colaboração as equipes de design, desenvolvimento de produto e comercial em um projeto único. Esse potencial foi confirmado primeiramente pela aprovação dos clientes – também porque ele responde às tendências e necessidades dos consumidores”, declara Klaus Müller, diretor comercial de Finished Surfaces.

Schattdecor

Flagstaff Oak by Schattdecor

O padrão Flagstaff Oak une o clássico com o moderno, diz Christian Zaha, gerente de desenvolvimento de produto: “Carvalhos estão entre nossos best sellers para móveis. Nosso objetivo com o ‘Flagstaff Oak’ era justamente capturar a tendência rústica atual e combiná-la com o zeitgeist moderno”, assinala e acrescenta:

“Os efeitos metálicos na superfície também são muito procurados atualmente, portanto, combinamos a madeira de carvalho rústica com tons de estanho e, assim, criamos um decor exclusivo e versátil – que pode ser aplicado tanto em móveis quanto em pisos. Além disso, é uma satisfação ter sido premiado na categoria ‘High product quality’, uma vez que somos uma empresa movida pela qualidade em nossos processos e produtos”.

Sabrina Wieland, chefe de design em Thansau, pontua: “O ‘Flagstaff Oak’ destaca-se por suas rachaduras diferenciadas, que em tons de prata, bronze ou cobre, combinam perfeitamente com as tendências para superfícies e com acessórios em acabamento fosco. Seja em bancadas de cozinha ou móveis para diferentes ambientes, este visual metálico chama a atenção!”.

Produção de móveis cai 9,3% em março comparado a fevereiro

No primeiro comparativo com os meses parados na pandemia em 2020, produção teve alta de 35,8% em relação a março do ano passado

Publicado em 6 de maio de 2021 | 11:28 |Por: Thiago Rodrigo

A produção de móveis em 2020 caiu 9,3%% em março na comparação com fevereiro. Em relação a março de 2020, o crescimento foi de 35,8%, evidentemente o alto índice se justifica por conta do mesmo mês do ano passado ter tido sua produção paralisada devido à pandemia.

Os dados são da Pesquisa Industrial Mensal – Produção Física (PIM-PF), do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). No acumulado do ano (janeiro-março), frente a igual período do ano anterior, a produção de móveis cresceu 14,7%. No acumulado dos últimos 12 meses, foi registrado alta de 0,5% em relação aos 12 meses imediatamente anteriores.

Indústria geral

No mesmo comparativo, a indústria cresceu 4,4%, com resultados positivos em três das quatro grandes categorias econômicas, 20 dos 26 ramos, 58 dos 79 grupos e 65,3% dos 805 produtos pesquisados. Em março de 2021, a produção industrial caiu 2,4% frente a fevereiro, na série com ajuste sazonal. Frente a março de 2020, a indústria avançou 10,5%, sétima taxa positiva consecutiva nessa comparação e a maior desde junho de 2010 (11,2%).

Sindicatos avaliam medidas do governo

A indústria acumula alta de 4,4% no primeiro trimestre de 2021, intensificando o ritmo de crescimento frente ao último trimestre de 2020 (3,4%). O acumulado em doze meses (-3,1%) teve o recuo menos intenso desde abril de 2020 (-2,9%). O recuo de 2,4% da indústria, em março de 2021, teve perfil disseminado, alcançando três das quatro das grandes categorias econômicas e 15 dos 26 ramos pesquisados.

Artecola completa 73 anos com crescimento de 27% no trimestre

Desempenho demonstra capacidade de renovação da empresa, que já havia registrado números positivos em 2020, mesmo com efeitos da pandemia

Publicado em 5 de maio de 2021 | 10:30 |Por: Thiago Rodrigo

A Artecola Química completa 73 anos de fundação nesta quarta-feira, 5 de maio. A data, mais do que marcar uma longevidade incomum a empresas brasileiras (menos de 0,5%, conforme dados do IBGE), celebra uma série de conquistas recentes.

“Estamos com um importante crescimento, sólido e continuado, abrindo espaço em novos mercados e retomando posições em setores com os quais temos ligação histórica. Nestas mais de sete décadas, vivemos muitos momentos distintos, mas soubemos nos reinventar e seguir inovando”, destaca o presidente executivo, Eduardo Kunst.

Apostando na inovação sustentável, a empresa fundada em 1948, em Novo Hamburgo (RS), tem registrado crescimento constante. Em 2020, mesmo com os períodos de forte queda na economia mundial por conta da pandemia da Covid-19, a Artecola cresceu 7%. No primeiro trimestre de 2021, foram outros 27% de crescimento.

“Se compararmos com o primeiro trimestre de 2020, foi um grande avanço sobre um período em que ainda não havíamos sentido os efeitos da pandemia. Ou seja, não foi um incremento sobre uma base baixa, pelo contrário, é um forte resultado, fruto de estratégias que têm se mostrado eficientes para nossa performance”, frisa o presidente.

Sustentabilidade Artecola

No quesito sustentabilidade, a Artecola conta com um histórico de mais de quatro décadas, mas nem sempre o mercado esteve pronto para receber as inovações apresentadas. “Hoje, finalmente a sustentabilidade passou a ser uma busca significativa para empresas e sociedade. Por conta de nossa visão amadurecida para o tema, já estávamos preparados para atender a essa demanda, promovendo produtos e processos sustentáveis”, explica Kunst. E as tecnologias próprias se somaram às alianças com a italiana Taka e à suíço-americana Simalfa, que também desenvolvem adesivos sustentáveis.

Somente nos últimos 12 meses, a Artecola lançou a família Afix Green, que já conta com uma linha inédita de colas de contato à base d’agua para móveis e construção civil, assim como a primeira linha nacional de cola premium para madeira; couraças recicladas que reduzem processos para calçados (Artefirm® 4203 E); uma linha de adesivos hot melt (sólidos) especialmente desenvolvida para caixas de frutas produzidas em regiões de alta temperatura (Artemelt HM 2050) e a nova família Supera, com hot melts de alta performance, ambas para o mercado de Embalagem; e o Ecofibra Híbrido, laminado para reduzir peso e aumentar performance, dirigido ao setor automotivo.

Além dos exemplos acima, a Artecola ingressa com força no agronegócio. Um lançamento recente é o adesivo aquoso que auxilia na germinação de sementes (Artecol 1259). “Todos esses novos produtos estão dentro do espectro da ecoeficiência, sempre focando no menor impacto ao meio ambiente. E geram também ganhos econômicos e sociais, pela rentabilidade e por integrarem o conceito de Economia Circular”, enfatiza o dirigente da Artecola.

Empresa multilatina

Outro aspecto que marca o aniversário de 73 anos da Artecola é a identidade Multilatina. Presente desde os anos 90 em diversos países latino-americanos, a empresa assumiu o termo multilatina como a melhor denominação para sua trajetória.

“Representa mais do que estar presente em toda a região. Buscamos ser conectados localmente com as pessoas, as empresas e a cultura de cada um dos países e locais onde atuamos. Oferecemos a melhor estrutura de atendimento e logística da região, com a paixão, a alegria e o orgulho de sermos latino-americanos”, ressalta Eduardo Kunst.

Neste aspecto, a pandemia acabou acelerando o processo de integração entre as diversas unidades da empresa. Ao todo são nove plantas industriais, localizadas no Brasil, Argentina, Chile, Colômbia, México e Peru, e atuação em 18 países da América Latina. Dos 680 funcionários, dois terços estão no exterior.

Artecola lança cola premium para madeira

“A necessidade de isolamento social causada pela pandemia nos estimulou ao maior uso da tecnologia. Passamos a ter um contato muito mais frequente, mesmo que digital, ampliando a interação entre as equipes das diversas unidades. E isso intensificou a execução de projetos multilatinos, nos permitindo acelerar as transformações que já vínhamos promovendo”, relata o Presidente Executivo.

Como resultado, em dezembro de 2020 a empresa fez o primeiro lançamento de uma família de produtos na América Latina, com um evento on-line marcando a apresentação da nova família de adesivos Supera. Depois, outros três lançamentos já ocorreram com essa característica, permitindo que clientes globais encontrem o mesmo produto em países diferentes.

“Nossa postura inquieta, sempre buscando a transformação, vem desde a fundação, em 1948. Nosso fundador, Francisco Xavier Kunst, foi um inovador, e deixou um legado que reúne a visão empreendedora com a atuação comunitária. Seguimos essa cultura, focados na melhoria contínua, em produtos que garantam um futuro melhor e com projetos que gerem impacto positivo à sociedade”, finaliza Eduardo.

Sindicatos moveleiros avaliam medidas do governo federal

Entidades comentam reformas, manifesto da Abimóvel e avaliam medidas do governo federal em meio à pandemia

Publicado em 30 de abril de 2021 | 08:00 |Por: Thiago Rodrigo

No mês de março, completou um ano que estamos vivendo a pandemia de coronavírus. Na edição da Móbile Fornecedores 306, de abril, retratamos um panorama do mercado de móveis, com os sindicatos moveleiros avaliando os resultados do setor moveleiro em 2020 e as perspectivas para 2021. Agora, elas analisam a carga tributária, as medidas do governo federal para com a indústria brasileira em meio à pandemia e o manifesto da Abimóvel.

Presidente da Abicol participa do Móbile Talks

Ilseo Rafaeli, presidente do Sindicato da Indústria Madeireira e Moveleira do Vale do Uruguai (Simovale), aponta que existe a necessidade da intervenção do governo federal com auxílio para as classes mais pobres e desempregados. “Isso faz toda a diferença [ano passado], e de alguma forma aquece a economia como um todo”, afirma. Para ele, algo que o governo federal precisa intervir, de alguma forma, é no abastecimento interno. “Muito do nosso insumo básico está sendo exportado e nossa indústria está sendo diminuída e enfraquecida”, destaca.

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Ilseo Rafaeli do Simovale

Pronampe não cumpre objetivo

Além das já conhecidas medidas para toda população como o auxílio emergencial, o setor industrial ganhou o Pronampe para facilitar o acesso ao crédito. No entanto, a ferramenta não cumpriu seu objetivo. Os bancos que intermediam a negociação fazem exigências muito altas para liberar os recursos, como capital para giro.

“Medidas como o Pronampe foram bem razoáveis para ajudar as indústrias a superar esse momento de incertezas. O problema foi a dificuldade encontrada, especialmente pelas pequenas empresas, de conseguir acesso aos programas de governo”, conta Fernando Hilgenstieler, presidente do Sindicato das Indústrias da Construção e do Mobiliário de São Bento do Sul (Sindusmobil).

Vinicius Benini, presidente do Sindicato das Indústrias do Mobiliário de Bento Gonçalves (Sindmóveis), corrobora que Pronampe e FGI – essa sendo outra linha de crédito destinadas a dar fôlego às indústrias – não tem tido fácil acesso.

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Fernando Hilgenstieler do Sindusmobil

Medidas do governo federal

Para Hilgenstieler, o “custo Brasil” chegou ao seu limite. “O descontrole dos gastos públicos tem trazido enormes dificuldades aos brasileiros e, particularmente, impostos desafios quase instransponíveis aos empreendedores, seja pelos custos crescentes, burocracia exagerada, crédito de alto custo e instabilidade econômica. Precisamos mostrar nossa união de pensamento e nossa força econômica e social para apontar as dificuldades, apresentar soluções, cobrar responsabilidades e acompanhar atenta e permanentemente as ações do legislativo, judiciário e executivo nacionais”, afirma.

Irineu Munhoz, presidente do Sindicato das Indústrias de Móveis de Arapongas do Paraná (Sima), crê que o governo federal está fazendo o possível com suas medidas. “Esse governo tem mostrado que está na direção certa, nosso problema é o sistema altamente burocrático e dependente de muitas instâncias para promover pequenas mudanças, pois seria essencial para a indústria um estado menos oneroso, mais ágil, para isso necessitamos das reformas administrativa, tributária e política”, considera.

sindicatos moveleiros

Irineu Munhoz do Sima

Bruno Barbieri Rangel, presidente do Sindicato das Indústrias da Madeira e do Mobiliário de Linhares e Região Norte do Espírito Santo (Sindimol), afirma que os incentivos do governo foram importantes no início da pandemia. “O acesso a linhas de crédito especiais e às oportunidades de férias coletivas, suspensões de contrato e redução do tempo de jornada contribuíram para que muitas empresas pudessem reorganizar seus processos”, assinala.

Pierre Alain Stauffenegger, presidente do Sindicato da Indústria do Mobiliário de São Paulo (Sindimov), diz que com relação ao Governo Federal, necessita urgentemente das reformas administrativas e tributárias, enquanto do governo estadual, no caso São Paulo, o cancelamento do aumento de impostos.

Bruno Rangel do Sindimol

A carga tributária é sempre uma questão relevante para o setor moveleiro, mas no momento não é o pior entrave que o setor moveleiro vem enfrentando. Vinicius Benini avalia que as medidas emergenciais adotadas no ano passado certamente evitaram o pior, mas não lidaram com as dificuldades estruturais da indústria brasileira.

“Uma das agendas mais importantes para a indústria é a reforma tributária. No entanto, há uma grande preocupação com o seu andamento. O que se tem feito nesse sentido, somado às questões de melhorias no ambiente de negócios e infraestrutura parece muito tímido frente às grandes dificuldades do país”, opina Vinicius Benini.

Sindicatos moveleiros comentam manifesto

Em meio às demandas por reformas por parte dos sindicatos, a Abimóvel divulgou um manifesto em prol delas. O objetivo é de reiterar a necessidade de reformas urgentes para o avanço de um país mais justo, igualitário, desenvolvido e de oportunidades para todos, segundo a associação. Os líderes sindicais comentaram a ação.

Vinicius Benini do Sindmóveis

“Acho excelente uma vez que precisamos, cada vez mais, unir esforços e otimizar recursos. As reformas são extremamente necessárias e dão um pontapé inicial para mudanças fundamentais para o nosso progresso. Seja para geração de empregos, rapidez nas mudanças e principalmente reduzir gastos públicos”, assinala Vinicius, do Sindmóveis Bento Gonçalves.

“É imprescindível para a competitividade da indústria nacional e, consequentemente, para a sustentabilidade do país como um todo, o controle urgente dos gastos públicos e ações efetivas para o controle da dívida pública. A Abimóvel, como representante oficial da indústria moveleira, deve se posicionar sempre de forma contundente para defender os interesses do setor e da sociedade em geral”, diz Fernando Hilgenstieler, do Sindusmobil.

“A Abimovel é nossa entidade Master, tudo que seus dirigentes fazem ou propõe é estudado e discutido com o setor moveleiro. Nada mais justo ou necessário da entidade defender e levar ao conhecimento das autoridades o que acontece e o que precisa ser alterado. Inclusive com propostas muito bem-postas e esclarecedoras”, afirma Rafaeli, do Simovale.

“A Abimóvel está atenta e sempre buscando o diálogo com o governo no sentido de melhorar o ambiente de negócios de forma que traga mais competitividade ao nosso setor. Podemos crescer muito ainda nas exportações, mas para isso precisamos de menos burocracia, desoneração da produção e melhorias substanciais na logística, nos modais de transporte”, opina Munhoz, do Sima e vice-presidente da Abimóvel.

“A Abimóvel vêm desempenhando um papel muito importante neste momento com relação à defesa dos interesses do setor. A interface com o governo federal é de grande valia”, pontua Stauffenegger, do Sindimov-SP.

Pierre do Sindimov-SP

Grupo Impress antecipa início de operação de nova linha de impregnação

Empresa também anuncia novo investimento para a linha de impressão de papéis decorativos

Publicado em 29 de abril de 2021 | 08:00 |Por: Thiago Rodrigo

Diante da resiliência do mercado latino-americano, que mesmo em tempos delicados vem apresentando uma demanda cada vez mais aquecida e qualificada, especialmente em setores como o moveleiro e o da construção civil, o Grupo Impress confirma a antecipação do início das operações de sua terceira linha de impregnação na unidade brasileira. O novo equipamento deverá estar rodando já no último trimestre de 2021. E as novidades não param por aí: a empresa revela também a aprovação de um novo investimento para a implantação da quarta linha de impressão de papéis decorativos no Brasil.

A nova linha de impregnação havia sido anunciada no final ano passado, com previsão de entrada em operação até a metade de 2022. A alta demanda do mercado na região, combinada aos atuais desafios na importação de matérias-primas essenciais para a indústria, incentivaram a empresa a buscar por alternativas dinâmicas junto aos seus fornecedores de estrutura civil e de tecnologia industrial para a aceleração do projeto. Como resultado, toda a nova operação deverá ter seu início industrial entre novembro e dezembro de 2021.

Com este movimento estratégico, a Impress reforça sua proposta de valor que é atender de forma ágil e criativa a toda a cadeia de painéis de madeira e seus participantes na América Latina.

Impress

Impress

Novos investimentos trarão benefícios socioeconômicos para o País

Impress aposta no Brasil e AL

Todo esse movimento reafirma a confiança que o Grupo Impress tem no desenvolvimento do mercado latino-americano de painéis de madeira para produção de móveis e revestimentos. Ao todo, o investimento na unidade brasileira chegará ao valor de R$100 milhões, confirmando a empresa como uma das líderes na produção de produtos melamínicos na América Latina. As capacidades de impressão e impregnação serão elevadas em 50%, permitindo melhor eficiência produtiva, ganhos tecnológicos, competitividade em custos e agilidade no atendimento da demanda crescente da região

“Hoje conseguimos atender com bastante eficiência ao mercado latino-americano, trabalhando com capacidade tomada em quatro turnos. No entanto, acompanhando o crescimento contínuo da demanda, optamos por nos antecipar aos rumos do consumo na região, fortalecendo a indústria e a economia local”, ressalta João Martinez, CEO e Managing Director da Impress Decor Brasil.

Ex-presidente do Intersind funda empresa de importação nos EUA

Além dos aspectos positivos ao negócio, o investimento da Impress trará diversos impactos socioeconômicos para o estado do Paraná e principalmente para a cidade de Araucária. Proporcionando um aumento de receita para o estado e para a cidade com a elevação de arrecadação de tributos. Também serão gerados novos postos de trabalho durante e após as obras de ampliação, o que apoiará o aumento da atividade comercial da região.

Ex-presidente do Intersind funda empresa de importação nos Estados Unidos

Musa Furniture LLC, fundada por Michel Henrique Pires, carregou o primeiro container com móveis das indústrias do polo moveleiro de Ubá no dia seis de abril

Publicado em 28 de abril de 2021 | 14:31 |Por: Thiago Rodrigo

No dia seis de abril, a empresa Musa Furniture LLC carregou o primeiro container 40HC consolidado entre seis empresas do polo moveleiro de Ubá: Carolina Baby, Fatto, Ferrari Estofados, JCM Movelaria, Lopas e Toque de Arte. Morando nos Estados Unidos, Michel Pires, que por oito anos ficou na presidência do Sindicato Intermunicipal das indústrias do mobiliário de Ubá (Intersind) decidiu continuar no ramo da indústria moveleira, só que agora em outro país, com uma empresa de importação de móveis nos EUA.

“O motivo da minha vinda para os Estados Unidos foi para melhorar nosso inglês, ficar mais preparado para o mercado mundial, pois já tínhamos ido diversas vezes em feiras no exterior, mas sempre passando apertos ou tendo que contratar tradutores, e foi também para esquecermos um pouco o trauma vivido no assalto a minha casa, as crianças não dormiam a noite. No início, eu estava voltando ao Brasil a cada 40 dias, administrava as empresas sem problemas, a Modecor, Tokimport, Fratelli e a loja de bicicletas. Mas aí veio a pandemia, a renda que eu tinha aqui nos Estados Unidos, com minhas casas de aluguel, despencaram, o dólar se valorizou, o real perdeu muito valor, o custo de vida aumentou para quem trás dinheiro do Brasil”, diz Michel.

Arquivo Pessoal

Michel Henrique Pires

Michel Henrique Pires, ex-presidente do Intersind e diretor da empresa de importação de móveis para os Estados Unidos

Ele continua: “Conversamos em casa, se voltaríamos ou ficaríamos mais um tempo, as crianças queriam ficar, ai resolvi colocar em prática um projeto que já tinha em mente, importar os móveis do polo moveleiro de Ubá para os Estados Unidos. Não tinha colocado em prática porque começar um negócio com data para terminar, não é bom, pois nosso projeto era ficar no máximo 2 anos fora. Já tinha conversado com diversas pessoas sobre isso, tanto amigos fabricantes da região, que precisavam expandir os negócios, quanto com amigos de Orlando, que necessitavam comprar móveis de melhor qualidade, com preço competitivo e garantia de entrega, todos me cobrando começar a importar, mas eu aguardando, agora a empresa começou e já com excelentes perspectivas”.

Após o pedido de ajuda de um amigo para montar uma cômoda brasileira, muitas pesquisas e conversas, o empresário enxergou a possibilidade de iniciar o projeto, continuar no ramo de móveis, mesmo sem estar morando no Brasil. “Um amigo daqui me pediu ajuda para montar uma cômoda brasileira que não tinha manual e que parecia que estava faltando peças. Já tinha ido dois montadores e não conseguiram montar. Fui lá e montei. Ele reclamou comigo que não estava conseguindo comprar diversos móveis e que se eu conseguisse trazer alguns móveis do Brasil, ele seria cliente e precisava disso para expandir seu negócio. No outro dia, meu futuro genro, João, namorado da minha filha, me disse que precisava de estruturas de cadeiras e poltronas em madeira, para ampliar seu negócio, hoje ele fabrica móveis em alumínio para área externa”, diz.

“Não tinha mais jeito, eu precisava ser o elo de ligação dos amigos fabricantes com os amigos clientes, ajudar a todos a ganhar. Formamos o primeiro container com algumas empresas, não foi fácil, pois consolidar um container com vários produtos, caixas diferentes, formas de embalagem variadas, é difícil. Mas deu certo. Embarcamos e já vamos receber aqui no final de abril. O primeiro passo foi dado, o segundo é importar alguns produtos semiacabados, para serem montados por aqui, diminuindo assim os volumes e barateando fretes e o custo final do produto a ser vendido. Com isso, gerando um volume maior de vendas, pois seremos mais competitivos frente até aos chineses. Já iniciamos os pedidos do próximo container e estamos desenvolvendo alguns produtos específicos para o mercado norte americano”, afirma o empresário.

Exportação de móveis de Ubá

O atual presidente do Intersind, Aureo Calçado Barbosa, que também é diretor da empresa Carolina Baby, uma das empresas participantes do primeiro embarque, acredita que a oportunidade seja uma “grande porta” que se abre para o polo moveleiro de Ubá. “Recebemos com muita satisfação um telefonema do Michel, desde os primeiros momentos em que ele tomou a decisão de partir para essa experiência de levar os móveis de nosso polo de Ubá para a terra do Tio Sam. E foi muito rápido nossa decisão de embarcar nessa empreitada. Nós já temos alguma experiência acumulada em exportação e em particular para os Estados Unidos , lá pelos idos de 2003…Foi com grande prazer e esperança em um futuro brilhante que nós fizemos parte desse primeiro carregamento para Musa Furniture LLC, a empresa do nosso amigo Michel”, destaca.

“É uma grande porta que se abre para todos nós, desta vez através de uma pessoa experiente e amiga de nosso polo, que saberá muito bem conduzir os próximos passos rumo ao sucesso. Michel sempre foi muito dinâmico , criativo e combativo. Nos deixou um maravilhoso legado enquanto presidente do Intersind, sempre lutando pelo bem comum de todos os empresários do polo. Sem dúvida alguma, o móvel está no sangue de todos nós, e quanto ao Michel não poderia ser diferente. Com certeza ele irá continuar com muita competência e dedicação o trabalho pelo nosso polo, agora dentro do mercado norte americano, que diga-se de passagem é um mercado enorme e muito promissor”, avalia Aureo.

Customer Centricity no setor moveleiro

O presidente do sindicato acredita que outras empresas terão o interesse em participar dos próximos carregamentos e relembra que já existia no sindicato esse olhar atendo em relação à preparação das empresas para exportação. “Nós do Intersind já oferecemos vários conteúdos e até mesmo palestras referentes à exportação a quem quis participar. É preciso ter em mente que exportar é muito diferente de vender no mercado interno. A qualidade tem que ser impecável. As informações nos manuais de montagem têm um formato particular, para a leitura do mercado externo. Existe todo um procedimento logístico apropriado, mas nada que não possa ser conseguido por quem se dedica e quer exportar”, afirma o presidente.

Polo moveleiro de Ubá

A empresa JCM Movelaria, localizada na cidade de Ubá/MG, não só participou do primeiro embarque, como também desenvolveu produtos específicos para serem comercializados no mercado americano. Emílio Candian, diretor da empresa, destaca a importância da expansão dos negócios. “Desenvolvemos em parceria com o cliente, baseando nos produtos que trabalhamos no mercado nacional, produtos que serão comercializados pela empresa americana. Com algumas alterações e adaptações conseguimos atingir nosso objetivo e estes produtos em breve poderão ser lançados também no Brasil. O segundo pedido está sendo preparado para embarque no início de maio. Esperamos que seja mais um de uma parceria que tem tudo para dar certo e com certeza será um sucesso”, diz.

Emílio ainda avalia com orgulho a concretização da parceria com a empresa Musa Furniture LLC . “Para nós que estamos expandindo os negócios constantemente, ter mais um cliente no mercado americano é motivo de orgulho. Ainda mais se tratando de uma pessoa do nosso polo, que está alçando novos voos em um mercado competitivo como o americano, que está em constante crescimento. Além claro, de mostrar que temos sim empreendedores no nosso polo moveleiro com visão global do negócio de móveis”.

Iemi prevê crescimento em móveis em 2021

O vice presidente do Intersind e diretor da empresa Lopas, localizada na cidade de Rodeiro(MG), Carlos Augusto Paschoalino Lopes, pontua que a parceria com a empresa Musa Furniture é a consolidação dos negócios já existentes no mercado americano. “Ficamos muito felizes em participarmos desse projeto, ao qual acreditamos e abraçamos desde o primeiro momento em que soubemos. O Michel é uma pessoa que sempre buscou fazer pelas indústrias e mesmo distante está empreendendo e fomentando a economia da nossa região. Consideramos o mercado norte americano como prioritário em nossa empresa e essa é uma chance de consolidar nossa marca através da empresa Musa Furniture LLC. Temos grandes expectativas quanto ao produtos enviados para esse primeiro carregamento, pois acreditamos ter acertado na seleção do mix enviado ao cliente”.

O empresário também acredita que outras empresas terão o interesse em participar e reforça a ideia de que a participação de outras empresas reforçará ainda mais o maior polo moveleiro de Minas Gerais. “Com certeza outras empresas terão o interesse em participar dos próximos carregamentos, o que irá fortalecer ainda mais o nosso polo, já que a exportação é um caminho muito interessante para a indústria e exportar para um mercado tão exigente quanto os Estados Unidos, exige de nós um padrão de qualidade mais apurado, estendendo-se ao restante dos clientes. Portanto, o benefício será para todos, indústria e clientes em geral”, analisa Carlos Augusto.

Indústria produz quase 40 milhões de peças em 2020

Para o empresário Fernando Arquete, da empresa Cris Movelaria, a estabilidade da economia do mercado americano faz dos carregamentos uma excelente oportunidade para as indústrias do polo. “Acho que é o momento de todas as empresas interessarem em participar. A questão é adaptar. Será preciso adaptar os seus produtos ao mercado consumidor nos Estados Unidos. Imagino que todo mundo que tiver a oportunidade de abrir esse mercado, terá o interesse. O poder aquisitivo do americano é bem maior que o nosso, tem o custo do transporte, sim, mas vamos conseguir colocar os produtos com uma margem satisfatória, imagino. No meu caso específico, que é de uma empresa pequena, que fabrica o produto quase que artesanalmente, quando passamos para o Michel as fotos dos nossos produtos praticamente estava tudo encaixado, o que fizemos foram algumas adaptações de desmontagem, para que seja possível ganhar espaço físico dentro do container e para baratear frete”, explica.

Fernando acredita que é um momento histórico para o polo. “Eu acredito muito que é uma oportunidade para o polo moveleiro de Ubá. O polo irá ganhar muito. Se eu tiver um dia que fazer a minha produção cem por cento para lá, desde que a gente tenha uma garantia de fornecimento, eu não vou pensar duas vezes. O Michel contribuiu muito para o sindicato sendo presidente por vários anos, projetando Ubá através do polo para o Brasil inteiro e agora essa oportunidade de representar o polo moveleiro de Ubá nos Estados Unidos. Isso é histórico”, destaca o empresário.

Importação de móveis nos Estados Unidos

Uma recente pesquisa mostrou que para o estado da Flórida, onde está Orlando, em torno de 1.500 pessoas se mudam diariamente, vindos de outros lugares dos Estados Unidos, principalmente, e também da Europa, América Central e do Sul, entre outros. “A comunidade brasileira por aqui é uma das maiores. Hoje, em Orlando temos supermercados com produtos brasileiros, restaurantes com comidas típicas e empresários brasileiros em diversos segmentos. Atualmente, estou com um depósito alugado e vou distribuir os móveis para pequenos lojistas e para empresas que decoram casas. Na Flórida é muito comum a pessoa comprar uma casa e contratar uma empresa para decorar, ou não tem tempo ou não querem ir de loja em loja. É aí que entramos, fornecendo a estas empresas os móveis do nosso polo. Vamos também fornecer a lojistas e Construtoras, algumas alem da cozinha ja montada, entregam as casas todas padronizadas, com todos os móveis”, explica Michel.exportação de móveis

A empresa Musa Furniture LLC também possui equipe de montagem e entrega, um diferencial em relação a alguns concorrentes locais. “Hoje o mercado moveleiro está, grande parte, nas mãos dos chineses, mas já existe uma tendência de ir diminuindo. Devido ao crescimento e domínio deles em todos os setores, algumas pessoas e empresas já estão dando preferências aos produtos de outros países, inclusive os brasileiros, mesmo com uma diferença de preços, que não pode ser grande. Acredito muito que teremos sucesso, passei minha vida inteira em fábricas de móveis, desde os 12 anos e me capacitei em comércio exterior, visitando feiras no mundo Inteiro, tanto como comprador quanto vendedor. A minha história com o polo moveleiro de Ubá, que começou em 1991, que achei que estava enfraquecida pela minha mudança, mudou de foco em 2021, mudou de local de atuação, agora como cliente, distribuidor, parceiro internacional, e este elo está muito mais forte do que nunca agora. Inclusive, o segundo container já está programado para embarcar no final de maio, já estamos com produtos vendidos mesmo sem o container chegar, a perspectiva de vendas está muito boa, e estamos com produtos em desenvolvimento em várias empresas, JCM, Carolina Baby, Ferrari e outros, produtos que se vende muito bem aqui”, finaliza o empresário.

Intersind busca apoio para exportação

O Intersind está em contato com a Federação das Indústrias do Estado de Minas Gerais para, através do programa Fiemg Competitiva com custo subsidiado , apresentar um treinamento para capacitar as empresas que tenham o interesse em exportar. A proposta está sendo formatada pelo Centro Internacional de Negócios. Os treinamentos serão direcionados aos associados do sindicato, contribuindo assim para o aumento da competitividade das empresas.

Para o fundador da Musa Furniture LLC, os treinamentos irão possibilitar a participação de várias outras empresas. “Darei oportunidade a todos em estarem exportando seus produtos, mas como disse o Aureo, é extremamente importante os móveis serem impecáveis, isso não quer dizer que tenham que ser móveis de linha alta, e sim que não podem dar problemas, pois aqui o consumidor pode devolver o produto e receber o dinheiro de volta sem motivo algum. Com certeza os treinamentos serão essenciais”, explica Michel Pires.

Customer Centricity como ferramenta para o setor moveleiro

Customer Centricity é uma nova forma de gestão do qual empresas investem por possibilitar ganhos com o olhar total do produto e venda centrado no cliente

Publicado em 28 de abril de 2021 | 08:00 |Por: Thiago Rodrigo

Antigamente, vivíamos a era centrada no produto. Você ia comprar um carro, por exemplo, um Ford, de 1914 e só tinha a cor preta e um modelo único. Depois, passamos para era da informação. Agora, é a era do cliente, a era do customer centricity, da atuação total centrada no cliente. Nela, as empresas começaram a ter uma preocupação, de fato, com as expectativas, os interesses, sentimentos dos clientes. Tudo para construir uma entrega de alto nível em todos os pontos, não somente no produto.

Com isso, mudou-se o olhar no processo de vendas, no processo de compras, no processo de uso, no processo de suporte ao cliente. Tudo para fazer com que o cliente recompre com a empresa. “Essa é a era centrada no cliente”, frisa Tomás Duarte, CEO da Track.co, empresa que monitora a satisfação do cliente em tempo real.

Abimóvel participa de medidas do Ministério da Economia para atenuar pandemia

Segundo ele, o cliente tem se tornado foco nesse sentido para garantir que esteja aderente a essas expectativas, criando a lealdade. “Ou seja, que o cliente volte a comprar, que o cliente entenda a marca como uma referência e que o consumidor recomende a empresa”, assinala.

Divulgação

Tomás Duarte

Tomás Duarte da Track.co

A experiência do cliente – assunto debatido na edição 306 da Móbile Fornecedores – é um modelo de gestão centrado no cliente. Com efeito, entregar um alto nível de experiência na jornada do cliente, é uma questão de sobrevivência. Muito mais do que isso, uma questão de expansão de receita, na opinião de Tomás.

“Se você não entregar isso, não terá bons resultados econômicos. E se você quiser crescer ainda, você precisa ser excelente nesse ponto. Ou seja, garantir que em todos os pontos de contato com o cliente você tenha alto nível de entrega. Não somente no produto, mas no relacionamento, em um processo de entrega, de logística ou então no processo de serviço ao cliente, como assistência técnica”, declara Tomás.

Customer Centricity e a omnicanalidade

A ideia de Customer Centricity está ligado à necessidade de atendimento de expectativas cada vez mais diversas e personalizadas. O consumidor de hoje não é o mesmo de antes e esse comportamento é mutável diante de múltiplas ofertas. Desse modo, as empresas têm de ser cada vez mais precisas na proposição de suas soluções.

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Patrícia Cotti

Patrícia Cotti do Ibevar

“O consumidor é o centro. Dele partem as iniciativas, o formato de comunicação, a abordagem e construção de produto e o canal de venda a ser desenvolvido. É ele quem escolhe ou quem deve se sentir confortável”, diz Patrícia Cotti, diretora executiva do Ibevar.

O discurso, entretanto, apesar de claro e simplista, ainda é algo de difícil implementação. As empresas brasileiras, comprometidas com estruturas e culturas antigas ainda sofrem para a execução. As principais adaptações em prática dizem respeito à comunicação e marketing, e a abordagem comercial de multicanal.

“O consumidor no centro pressupõe a adaptação das linguagens e a admissão da omnicanalidade. Este tem sido o grande foco, até por conta do crescimento do digital e a aceleração dele frente a Covid-19”, afirma. Questões de precificação, atendimento, estrutura, entretanto, ainda se encontram em fases mais embrionárias. Realidade de um mercado ainda não maduro.

Cliente no centro vai além do produto

Há uma certa ilusão de que colocar o cliente no centro é só olhar para o cliente desde o desenvolvimento do produto e processo de compra. “Isso é importante, mas não é suficiente”, afirma Gisele Paula, cofundadora do Reclame Aqui e fundadora do Instituto Cliente Feliz. Segundo ela, quando se fala em melhorar processo de compra e desenvolvimento de produto, estamos falando de um olhar para a venda, para o produto.

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Gisele Paula

Gisele Paula do Cliente Feliz

“Quando a gente olha o cliente como razão de ser da empresa, quando é a prioridade máxima da empresa, no pré-venda, na venda e no pós-venda, aí a gente fala de empresa customer centricity”, aponta. Ou seja, ao falar de olhar para a percepção de cliente, deve-se esquecer o foco apenas no produto e no processo de compra, pois é o modelo antigo de empresa orientada ao produto, e deve-se falar do todo, do pré, durante e pós-venda.

Tecnologias do pós-venda

Apesar de todas as tecnologias criadas para a experiência do cliente, isso não vem sendo conversado no pós-compra na visão de Gisele. “Muita tecnologia vem se avançando, com live shops no pré, para trabalhar conversão, mas investido menos depois que o cliente compra. E as empresas não entenderam que o pós-compra é o grande momento da verdade, é o que vai garantir se o cliente vai comprar novamente e recomendar”, diz.

A recomendação é um dos fatores fundamentais no processo. “Não vou em um restaurante que as pessoas falam mal ou comprar em uma loja que minha amiga falou para não comprar. Se as empresas não se atentarem a isso, elas vão perderem espaço de mercado e vão perder todo investimento que ela fez na experiência de compra”, acrescenta Gisele.

Muitas empresas têm feito lojas conceito, espaços diferenciados, ambientes tecnológicos para o cliente comprar, mas se ele tiver um problema, precisar fazer uma troca, devolução, produto com defeito, não consegue nem ligar para a empresa. “Então, tudo o que foi criado na compra cai por água abaixo e o cliente passa a ser um detrator da marca”, considera a fundadora do Instituto Cliente Feliz.

JBS Couros lança couro com nanotecnologia que inativa vírus da Covid-19

Material leva aditivo com micropartículas de prata, que garantem ação antiviral em revestimentos para móveis, acessórios e veículos

Publicado em 27 de abril de 2021 | 08:00 |Por: Thiago Rodrigo

Atenta às necessidades desencadeadas pela pandemia do novo coronavírus, a JBS Couros traz ao mercado um produto com a tecnologia V-Block, que inativa o vírus SARS-Cov-2, o causador da Covid-19. O couro recebe um aditivo de micropartículas de prata em seu revestimento, que possui ação antiviral e é indicado para superfícies que podem estar em constante exposição ao vírus, como móveis, assentos e volantes de veículos. Roupas, bolsas e carteiras, itens manipulados com frequência, também podem ser fabricados a partir do couro com a nanotecnologia.

“Nosso couro passou por testes científicos que comprovam a inativação do vírus SARS-Cov-2. A aplicação da tecnologia agrega ainda mais valor ao nosso produto, ao auxiliar na preservação e resistência do material”, afirma Guilherme Motta, presidente da JBS Couros.

Em testes conduzidos no laboratório de biossegurança de nível 3 (NB3), do Instituto de Ciências Biomédicas da Universidade de São Paulo (ICB-USP), o material mostrou 99% de inativação do vírus SARS-CoV-2 em 30 minutos a partir do contato com partículas virais.

Demanda por pequenas reformas cresce

“O uso de nanotecnologia aumenta a superfície de contato da prata e sua estabilidade no couro, potencializando a ação antiviral”, afirma o pesquisador Lucio Freitas, que participou dos testes do novo material. As provas foram feitas de acordo com a norma internacional ISO 21702, que estabelece os métodos mais adequados para detectar atividade antiviral em plásticos e superfícies não-porosas.

As micropartículas são construídas a partir da síntese de sais de prata – elemento escolhido por sua reconhecida ação antiviral – e estabilizadas por nanotecnologia. “As micropartículas de prata são capazes de inativar o vírus por dois mecanismos: em sua membrana – onde rompem esse revestimento externo do vírus e inativam sua entrada nas células hospedeiras e no RNA (ou no DNA), onde oxidam o material genético do vírus exposto, inativando sua capacidade de multiplicação” afirma o cientista de materiais Daniel Minozzi, fundador e diretor da Nanox, empresa especializada em nanotecnologia e antimicrobianos que desenvolveu o aditivo usado pela JBS Couros.

“Buscamos as melhores condições de aplicação do aditivo, levando em conta equipamentos e regulagens adequadas, além de concentrações e pontos de aplicação da tecnologia V-Block que resultaram no sucesso desse projeto”, afirma Motta.

Iemi prevê crescimento de 3,5% consumo de móveis e colchões em 2021

Iemi faz levantamento da produção e consumo no varejo de móveis e colchões e os novos hábitos a partir de 2020

Publicado em 26 de abril de 2021 | 08:00 |Por: Thiago Rodrigo

Embora a maior parte dos setores tenha sofrido com os impactos da crise causada pela Covid-19, o consumo de móveis e colchões se recuperou rapidamente. Segundo o Iemi, os resultados dos últimos três meses de 2020 reverteram a tendência de queda inicial e já apontam para um crescimento da ordem de 8,2% no varejo de móveis e colchões em volumes de peças comercializadas em relação a 2019.

Para este ano, em dados preliminares, o instituto prevê um crescimento de 3,5% no varejo de móveis e colchões em volume de peças e aumento de 2,8% em valores nominais, quando comparados com 2020. A previsão, junto aos outros dados, fazem parte de um mapeamento realizado pelo Iemi – Inteligência de Mercado.

Consumo de móveis em 2019

Isso após o consumo de móveis e colchões no Brasil em 2019 ter sido de R$ 93,9 bilhões, o que colocou o país como o quinto maior mercado do mundo. O valor médio gasto por domicílio foi de R$ 1.361, sendo que o investimento por brasileiro foi de R$ 447, em média, no período apurado.

Projeto Comprador movimenta mais de US$ 6 milhões

O Brasil conta com cerca de 49,6 mil pontos de venda de produtos do segmento (especializados e não especializados), os quais comercializaram mais de 380 milhões de peças de móveis e colchões, gerando uma receita total estimada em R$ 90,4 bilhões em 2019.

Produção de móveis

Em valores de fábrica, o setor moveleiro produziu R$ 69,9 bilhões em 2019 e contou com 18,5 mil unidades produtivas, gerando 270 mil empregos diretos e indiretos. A indústria produziu 437 milhões de peças, sendo que 17 milhões foram destinadas à exportação. Os números representam um crescimento de 4,3% em valores e 0,5% em número peças, comparado com 2018.

Para este ano, o Iemi também aponta um crescimento de 6,5% na produção de móveis e colchões em volume de peças, e aumento de 8,6% em valores nominais, quando comparados com 2020.

Novos hábitos

Em relação à pandemia, o levantamento apontou que 62% dos entrevistados estão decorando ou construindo sua casa ou apartamento e que 68% compraram móveis em 2020. Os consumidores que ainda preferem fazer suas compras em lojas físicas foram 56%. Já os outros 44% optaram pelas compras online.

O Iemi também apurou que 25% das pessoas aproveitaram para valorizar o tempo com a família, enquanto 16% investiram na casa para deixá-la mais confortável ou funcional. Cerca de 15% passaram a fazer atividades físicas, 13% começaram a executar tarefas que antes contratavam e 8% preferiram receber amigos e familiares ao invés de sair.

Greenplac lança três novos padrões para 2021

Greenplac reformula linha de produtos e conta com as linhas Toccare Colore e Toccare Texture, além das clássicas Essenziale, Natural e Moderno

Publicado em 21 de abril de 2021 | 08:00 |Por: Thiago Rodrigo

A Greenplac reformulou suas linhas de produtos e agora possui cinco linhas de padrões: Toccare Colore e Toccare Texture, além das clássicas Essenziale, Natural e Moderno. Os conceitos de cada uma delas linhas estão conectados e o intuito é oferecer um catálogo enxuto e completo, com produtos que atendam a todas as necessidades de design de cada projeto.

Os nomes dos padrões da Linha Essenziale são inspirados no universo das galerias e obras de arte. Busca oferecer um conceito único de design, que valoriza cada ambiente com uma textura exclusiva. O desenho do prato que deu origem aos padrões da Linha Essenziale recebeu o Prêmio Interzum em 2017, um dos mais reconhecidos do mundo.

Greenplac

Greenplac

Cozinha Rosato e Araton

Para a linha Natural, a Greenplac desenvolveu produtos exclusivos, focados nas tendências, com os nomes dos padrões inspirados em parques naturais pelo mundo. A Linha Natural traz toda a sofisticação e elegância de compor ambientes, com texturas que apresentam pequenos poros, fazendo uma releitura da madeira clássica.

No caso da linha Moderno, foram criados padrões que auxiliam o arquiteto a construir ambientes arrojados, com estilo e exclusividade, além da inovação. A Linha Moderno é ousada e jovial, construindo ambientes com maior interação e dinamismo, proporcionando novas descobertas.

Casa passou por transformação

As duas maiores novidades, no entanto, são as linhas Colore e Texture, lançadas no início deste ano. As linhas Colore e Texture serão palco de inspiração para a criação de todo o conceito artístico da comunicação da Greenplac em 2021. “Essa novidade traz ainda mais design ao portfólio da empresa que demonstra principalmente a qualidade excepcional do produto Greenplac”, destaca Laís Carelo, gerente de marketing.

A linha Toccare Colore amplia a paleta de cores do portfólio da Greenplac. “Assim como os grandes movimentos artísticos, a linha traz mais personalidade aos ambientes exaltando a atmosfera tradicional das paletas de pintura e criando um conceito contemporâneo”, explica Laís. A Linha Texture conta com a simplicidade das telas de pintura na sua essência, carregando a responsabilidade de levar a todos as grandes obras de arte.

Três novos padrões Greenplac

Dentro disso, três novos padrões lançados em fevereiro são as apostas e refletem pesquisas sobre consumo, comportamento e novos hábitos, pois foram inspirados pelo novo morar e as maiores tendências de design do mundo, assim como as necessidades dos clientes. Rosato e Volato chegam para expandir e enriquecer a linha Texture. Já o padrão Verbenni entra na linha Colore.

“Seguindo a tendência dos tons rosados, que estão tão em alta no mundo do design, o Rosato supera as expectativas e apresenta uma tonalidade sofisticada e diferente de qualquer outro produto no mercado. Suave ao toque e ao olhar, a cor pode ser usada tanto em aplicações em pequenos detalhes, apenas adicionando interesse visual à decoração, como em grandes projetos e móveis. Longe de representar apenas o feminino, o Rosato pode ser utilizado em diferentes ambientes – quartos, salas, cozinhas e até escritórios, atendendo aos mais variados públicos e idades”, aponta Laís.

Leia mais sobre painéis de madeira em 2021 na Fornecedores 305

O padrão Volato vem, segundo ela, com uma textura agradável, unida aos detalhes metalizados em formato de trama aplicados sob o leve tom de cinza do revestimento. O padrão pode ser utilizado com os materiais unicolores e combina perfeitamente com tons de madeirados claros e escuros do próprio portifólio Greenplac.

O terceiro lançamento, o Verbenni, retrata a atenção da Greenplac em oferecer produtos únicos e diferenciados para seus clientes. Com tonalidade exclusiva da marca, o Verbenni une a natureza ao aconchego do lar. “Esse padrão traz o verde das plantas para dentro de casa, sem perder a elegância e promovendo tranquilidade, equilíbrio ao ambiente”, destaca.

Greenplac

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Banheiro Volato e Azuro

A gerente de marketing conta que a Greenplac está o tempo todo de olho nos desejos dos consumidores para a casa, guiando os lançamentos de padrões. “O desenvolvimento de novos produtos na Greenplac passa primeiro pelo olhar para o cliente e suas necessidades, além das novas tendências de mercado. Para isso, temos uma equipe que trabalha na identificação da mudança de consumo e como as pessoas vêm se relacionando com seus ambientes”, diz Laís.

Grandes marcenarias do país, além de arquitetos renomados também fazem parte da pesquisa da empresa. Dessa maneira, a Greenplac cria produtos que atendam, não só a estética desejada pelo cliente, mas as necessidades como durabilidade, praticidade, modernidade, entre outros requisitos. Com os lançamentos, a marca oferece 36 padrões.

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